quinta-feira, 29 de setembro de 2016

PAC 2016/2017 - RAÚL BRANDÃO

No âmbito do PAC (Projeto de Animação Comum) com a BMAG, o autor escolhido este ano foi Raúl Brandão. Neste contexto, a BE do AEIDH presta uma singela homenagem ao escritor. Raul Brandão nasceu na Foz do Douro em Março de 1867 e aí passou a infância e a juventude. Era filho e neto de pescadores. Durante os anos de liceu, começou a interessar-se pela literatura. Frequentou, como ouvinte, o Curso Superior de Letras, ingressando mais tarde na Escola do Exército. Paralelamente a esta carreira - mormente ligada à burocracia militar - Raul Brandão foi jornalista escritor. Em 1896 foi colocado em Guimarães, cidade onde se casou e se instalou definitivamente. Em 1912, depois de se reformar, dedicou-se exclusivamente à escrita, encetando um ciclo de particular fecundidade literária. Inicialmente, influenciado pela estética decadentista-simbolista, foi um dos autores do opúsculo "Os Nefelibatas" e a sua obra foi endurecendo aos poucos na crítica dos valores burgueses dominantes, fundamentando-se numa responsabilização ética.


Algumas obras do autor:


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Dia Europeu das Línguas - 26 de setembro


Por iniciativa do Conselho da Europa, sedeado em Estrasburgo, o Dia Europeu das Línguas tem vindo a ser celebrado, todos os anos desde 2001, no dia 26 de setembro.
O objetivo deste dia é celebrar a diversidade de línguas na Europa e procurar atingir a compreensão intercultural no velho continente. Conhecer outras línguas traz benefícios para a vida profissional e pessoal, sendo este dia um incentivo à aprendizagem de línguas estrangeiras.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto - Raul Brandão



Raul Brandão
1867-1930

Escritor, jornalista e militar


Raul Germano Brandão nasceu a 12 de Março de 1867 no nº 12 da Rua da Bela Vista (atual Rua de Raul Brandão), na Foz do Douro, localidade que marcou de forma indelével a sua vida e obra, pelo mar e pelos seus homens. Era filho de pequenos proprietários.
A infância e a adolescência foram passadas no Porto, onde completou os primeiros estudos, nomeadamente no Colégio São Carlos. Aqui colaborou, em 1885, na publicação da revista escolar O Andaluz, criada "a favor das vítimas dos terramotos da Andaluzia", e na qual participaram também João de Lemos, José Leite de Vasconcelos e Trindade Coelho.

Seguidamente, frequentou a Academia Politécnica do Porto, entrando então em contacto com outros jovens aspirantes a escritores, entre os quais se contavam os amigos da adolescência, António Nobre e Justino de Montalvão.
Em 1888 ingressou na Escola do Exército, em Lisboa, talvez para agradar aos pais ou, mais prosaicamente, em razão da "lei de recrutamento irreversível".
Em 1889 esteve na formação do grupo "Os Insubmissos" e da revista com o mesmo nome, que coordenou.
Em 1890 estreou-se como escritor com a coletânea de contos naturalistas "Impressões e Paisagens". Logo em seguida, participou ativamente em vários movimentos de renovação literária. Com Júlio Brandão e D. João de Castro dirigiu a "Revista de Hoje" (1895) e encetou uma notável carreira jornalística no "Correio da Manhã".

Em 1896, depois de concluído o estágio de 10 meses na Escola Prática de Infantaria, em Mafra, foi colocado em Guimarães, como Alferes no Regimento de Infantaria nº 20. Na cidade berço conheceu Maria Angelina, com quem veio a casar.
Mais tarde, foi transferido para Lisboa. Nesta fase, o jovem escritor dedicou-se a reflexões metafísicas, colaborou na composição do folheto "Nefelibatas" (1893) e aproveitou os escritos no jornal "Correio da Manhã" para publicar, em 1896, o livro "História de um Palhaço – Vida e Diário de K. Maurício", reorganizado em 1926 com o título "A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore".

Em Março de 1897 casou com Maria Angelina, com quem viveu um ano em Guimarães. Seguidamente, transferiu-se para o Porto, voltando ao lugar onde nascera, a Foz do Douro.
A escrita continuou a ocupar lugar importante na sua vida. Em parceria com Júlio Brandão escreveu a peça "Noite de Natal", representada no Teatro D. Maria, em 1899.
Em 1901 pediu nova transferência, desta vez para Lisboa. Na capital contactou com intelectuais e anarquistas e empenhou-se na área do Jornalismo.
Nesta fase, a sua existência dividia-se entre a escrita realizada na capital e a que produzia no recolhimento da sua Casa do Alto, em Nespereira, nas proximidades de Guimarães, a qual adquirira em 1903. Nesta habitação, não se dedicava apenas à escrita, mas também à administração da sua propriedade. Este contacto direto com o mundo rural despertou no escritor e no homem sentimentos de comiseração e de pesar relativamente às agruras que marcavam a condição das comunidades agrícolas. A partir daí, o tema principal da sua obra literária passou a ser o problema de consciência perante os homens oprimidos e a análise de sentimentos contraditórios (a simpatia pelos explorados e o egoísmo de um pequeno burguês), presente pela primeira vez em "Os Pobres", no início do século XX (1902-1903).
Em 1906 viajou pela Europa, na companhia da esposa. Por volta de 1910 sofreu uma crise de depressão nervosa.
Em 1911 pôs fim à carreira militar, reformando-se do exército no posto de Major, em 1912.

Com mais tempo para a escrita, começou a interessar-se pela História de Portugal. Compôs a obra "El-rei Junot", em 1912, e redigiu "A Conspiração de Gomes Freire", em 1914. Publicou "O Cerco do Porto" na revista "Renascença", em 1915, uma obra atribuída ao coronel Hugo Owen e Brandão, que este anotou e prefaciou.
Em 1917 deu à estampa a sua aclamada obra-prima, "Húmus", dedicada ao amigo Columbano, que conheceu no final de Oitocentos e que lhe pintou dois retratos.

A partir desses anos começou a passar os Invernos em Lisboa, cidade onde conviveu com os intelectuais do grupo da revista "Seara Nova" (1921), contando-se entre o grupo de fundadores deste movimento, juntamente com Jaime Cortesão, Raul Proença e Aquilino Ribeiro, entre outros.
Neste período, também se dedicou à dramaturgia. Em 1923 publicou o livro "Teatro", no qual compilou "O Gebo e a Sombra" (representado em 1927 no Teatro Nacional), "O Doido e a Morte" (representado em 1926 no Teatro Politeama) e "O Rei Imaginário".
Em 1927 publicou "Jesus Cristo", em colaboração com Teixeira de Pascoaes. No mesmo ano, Columbano pintou o retrato do casal Raul e Angelina Brandão. Em 1929 publicou "O Avejão" e o monólogo "Eu sou um Homem de Bem", na "Seara Nova".

Raul Brandão pretendeu tornar públicos quatro livros de trabalho de teatro; no entanto, o projeto ficaria apenas pela publicação de um volume. Planeou, igualmente, escrever "A História Humilde do Povo Português", da qual os "Os Pescadores" constituiria o 1º volume, e ao qual se seguiriam "Os Lavradores", "Os Pastores", "Os Operários". Em 1924 realizou uma viagem aos Açores e à Madeira, que deveria fazer parte desse plano e da qual resultou a edição da obra "As Ilhas Desconhecidas", de 1926.

Em colaboração com a esposa escreveu "Portugal Pequenino", uma narrativa para crianças, editada em 1930. A morte interrompeu estes projetos. Raul Brandão viria a falecer em Lisboa, no dia 5 de Dezembro de 1930, com 63 anos. Em 1931 foi publicado, postumamente, "O Pobre de Pedir".
Raul Brandão seguiu, como vimos, uma carreira militar. Mas foi, sobretudo, um grande jornalista (no "Correio da Manhã", "Revista de Hoje", "Revista de Portugal", chefe de redacção dos jornais "O Dia" e "A República") e escritor, autor de uma extensa e diferenciada obra literária (ficção, teatro e livros de viagem), marcada pelas vertentes social, ética e religiosa e entrecruzada pelo patético e pelo trágico. Pertenceu ao grupo dos "Nefelibatas" e à "Geração de 90" do século XIX e foi influenciado não só pelas correntes do Realismo, do Naturalismo, mas também pelo Simbolismo e o pelo Decadentismo. Foi um homem imaginativo e talentoso, mas passivo e isolado, características que, no entender de muitos estudiosos da sua vida e obra, acabaram por fazer dele, muitas vezes, um incompreendido. 
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2008)



sexta-feira, 16 de setembro de 2016

2016/2017

Regresso as aulas

À descoberta do Tesouro: Poemas"Regresso às aulas"

À descoberta do Tesouro: Poemas"Regresso às aulas": Já somos quase uns poetas! Como já sabemos rimar, com a ajuda dos nossos papás fizemos estas quadras sobre o nosso regresso às aulas! A...


As férias acabaram
As aulas vão começar
As brincadeiras terminaram
Toca a estudar! 

 (Rita Severino)
Já tenho os materiais,
prontos em cima da mesa.
Vou-me esforçar ao máximo,
Para ser um aluno com destreza.
Só falta respirar fundo,
chamar a concentração.
Estudar é uma arte
que exige dedicação!
Estas aulas extraordinárias
são uma grande descoberta!
Quando a professora está a explicar,
ficam todos de boca aberta.
É o delírio na sala,
o sucesso, a ousadia,
É o esforço recompensado
o auge da euforia!

   (Miguel Silva)
Um novo ano começou
 Para a escola eu vou
 Não vai nada correr mal
 Porque eu tenho material.

    (Mariana Rocha)
A escola está a começar
e vamos ter de estudar.
O ano todo a trabalhar,
para o 2ºano completar.
  (Vasco Trindade)

No segundo ano, do Colégio do Sardão
Todos os alunos  vão estudar.
Com novos conhecimentos ficarão,
e  o Espirito de Serviço, vão aplicar.

Mais um ano de escola,
Com a minha professora,
levo a minha sacola,
para um dia ser doutora.
 (Vitória)
As férias de Verão acabaram
Entro na Escola a sorrir
Canetas, lápis, cadernos  me compraram
Há um mundo de conhecimento a descobrir. 

(Henrique)
No colégio vou aprender
e no recreio vou brincar,
levo livros para ler
e lápis para pintar.
(Rui Pedro Ribeiro)
"É bom regressar à escola,
    após umas longas férias
    reencontrar os meus amigos
    e aprender novas matérias"
     (Francisca Xis)

Hoje começou a escola
fiz muitos trabalhos
usei a minha cola
que levei na sacola
  (Carolina Fernandes)

Olá meus queridos amigos,
Como é bom voltar-vos a ver.
Regressamos à sala de aula
Para crescer a aprender.
(Carolina Almeida)
No regresso às aulas
do Colégio do Sardão
encontrei os professores
e os amigos do coração.
(Matilde)
De volta à escola com a professora,
muitas coisas novas vou aprender
 e no recreio com as minhas amigas,
mil aventuras vou ter!

 (Sofia Paulino)
As férias terminaram
E para o Sardão eu voltei
Para aprender coisas novas
Cheio de vontade eu fiquei.
  (Vasco Dionísio)
No regresso às aulas
Os amigos revi
Na sala  de aulas  
A cadeira escolhi 
  
 (Rui Costa)
Voltamos à escola
Com vontade de aprender.
Vamos brincar, jogar à bola,
Ler, escrever, contar,crescer...
 (Tomás Barrigão)
De manhã vou para a escola
com a bola e a sacola.
Muito quero aprender,
para poder vencer.
  (Tomás Silva)