No dia 7 de dezembro de 2017, o escritor Bernardino Pacheco
veio à Escola do Bom Sucesso para nos falar do seu livro “Aroyo e a galinha
Evalina”.
Num encontro muito animado, o escritor começou por falar da
experiência dos portugueses em Timor Leste, ao longo da história.
Seguidamente, respondeu a um conjunto de questões que tinham
sido preparadas pelas turmas do 3º e 4º anos.
- Como é o dia-a-dia das crianças em Timor?
Escritor – É muito diferente da vida em Portugal. Há muitos
meninos que têm que andar muito porque a escola é longe, o que não é fácil, não
apenas pela distância, mas também porque está sempre muito calor. As crianças
antes de irem para a escola ajudam os pais em algumas tarefas, como por exemplo
na pesca ou na horta.
- Em Timor as crianças têm boas maneiras?
Escritor – Sim, as crianças têm boas maneiras, são impecáveis
e boas. No início estranhei muito porque as crianças, na sala de aula, são
muito bem-comportadas.
- Como é que são as escolas em Timor?
Escritor – São muito diferentes daqui e por vezes muito
distantes dos lugares onde vivem algumas crianças. As turmas são muito grandes,
chegando a ter 30, 40 ou 50 alunos. Não há cadeiras para todos, por isso os que
chegam primeiro conseguem um lugar, os outros têm que se sentar no chão e
escrevem no colo.
- Gosta de ouvir e dançar as músicas timorenses?
Escritor – Sim. As danças são muito diferentes e eu gosto
muito.
- Que tipo de vestuário se usa em Timor?
Escritor – Poucas pessoas andam de casacos ou de calças,
porque está sempre muito calor. Nas escolas os alunos usam fardas (calções e
uma camisola com o símbolo da escola). Depois das aulas, no caminho para casa,
os alunos descalçam os sapatos, para que não se estraguem, e fazem o percurso
descalços.
- Quais são os pratos típicos de Timor?
Escritor – A base da alimentação dos timorenses é o arroz e o
milho. Comem alguma carne e peixe, que eles próprios pescam. Também consomem
ovos.
- Como é o clima em Timor?
Escritor – Muito quente.
- Como foi a sua experiência em Timor?
Escritor – Foi muito boa. Quando eu saía da escola ia para a
pesca com os pescadores da localidade em que vivia.
- Sentiu saudades da sua família enquanto esteve em Timor?
Escritor – Claro que sim.
- Pode dizer-nos algumas palavras em tétum?
Escritor – Sim, claro. Enquanto estive em Timor tive que
aprender a língua tétum para poder comunicar com a população.
- Como é a cidade em que vivia (monumentos, casas, ruas…)
Escritor – Há muitos monumentos. As casas são pobres e muito
velhas. As estradas e as ruas são de pedra.
Laura Cesário e Marta Flor, 4º A